quarta-feira, 26 de maio de 2010

Eleições 2010 (porque esse ano não é só ano de copa do mundo)


A escolha de um candidato deve ser feita de acordo com nossos princípios. É nisso que acredito. Não sou influenciada pelas pesquisas na hora de votar. Acredito que todos tem chance até o fim da eleição. Mesmo que meu candidato apresente uma chance pequena, serei coerente e não mudarei de lado. Se todos pensassem assim, poderíamos ter muitas surpresas. O problema é que a maioria das pessoas tem aquele pensamento de que votar em alguém que não está entre os dois mais fortes (de acordo com as pesquisas) é jogar o voto fora. Jogar o voto fora é votar em alguém que você não acredita! Deixar de votar em quem você acredita para votar no "menos pior" entre os mais cotados é ANULAR SUA DEMOCRACIA, seu poder de escolher. Eu sei que sozinha não elegerei ninguém mas a MINHA PARTE vou fazer.

Até o momento a minha intenção é de votar na Marina Silva (PV). Posso até mudar de idéia até lá, mas só se ela me decepcionar em alguma coisa, não pelo fato dela, teoricamente, "não ter chances" de ganhar. Dentre os três ela é a que me passa mais confiança. Mas é claro, nem tudo é perfeito. O fato dela ser evangélica já gera especulações que ela possa ir contra certos projetos de lei como a do desenvolvimento da célula artificia. Mas sinceramente, eu a considero uma mulher esclarecida e não uma "crente tapada". Tanto é que ela lutou ao lado do Chico Mendes defendendo a Amazônia e os direitos dos seringueiros. É uma pessoa preoculpada com o social e com a natureza. Até o momento, ela tem minha admiração e o meu voto.

Abaixo, uma entrevista dela retirada do site: http://br.msn.com/?ocid=hmlogout a uns dias atrás.

A senadora Marina Silva (AC), pré-candidata do PV à Presidência, disse hoje que a eleição polarizada entre os candidatos do PT e do PSDB corre o risco de não vingar. "O povo não vai comprar a tese do plebiscito. A sociedade resolveu se escalar para acabar com esse empate", afirmou ela em entrevista à Rádio CBN, ao comentar a pesquisa Datafolha publicada no domingo, na qual segue em terceiro lugar com 12% das intenções de voto.
A sondagem publicada no sábado aponta José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) empatados na liderança da corrida presidencial, com 37%. "Gostei do resultado porque estamos no começo, sem estrutura, em campanha há cinco meses. Os outros são candidatos desde pequeninos", brincou.
A senadora criticou as abordagens das campanhas petista e tucana e pediu um debate sério sobre o País. "O PSDB critica o PT por dividir o País entre ricos e pobres, entre Nordeste e Sul, e sempre que tem eleição vem o PT com a história que o PSDB vai entregar tudo, vai privatizar tudo. Termina a campanha e ninguém sabe com o que eles se comprometeram. Vamos debater o que interessa."
Contudo, Marina manteve a linha de não negar as conquistas passadas. "As pessoas só acham que tem diferença se fizermos um discurso desconstruindo tudo o que foi feito. Estou dizendo que é possível construir a partir das coisas boas que temos. Há contribuições importantes do sociólogo e do operário."
Histórico
Questionada a respeito de suas posições passadas, como seu voto contra a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Marina diz ter feito a autocrítica. "A realidade me mostrou que eu estava equivocada", e lembrou ter votado a favor da CPMF (Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira) no governo Fernando Henrique Cardoso, contrária à posição do PT, seu partido à época, por acreditar que o imposto ajudaria a resolver os problemas no setor de saúde.
Durante a entrevista, a senadora se posicionou contra o fim do fator previdenciário, mas a favor do reajuste de 7,71% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo. "É justo recuperar o poder aquisitivo dos aposentados. Eleva a maior déficit na previdência, mas o governo precisa fazer escolhas", disse.
Evangélica, Marina preferiu não dizer se é contra ou a favor do desenvolvimento da célula artificial, projeto que movimentou o noticiário sobre ciência na última semana. "Não podemos contrapor ciência e religião. Mas o que orienta a ciência é a ética", afirmou.

Um comentário:

  1. Esta aparência frágil engana muito. Esta mulher é uma gigante. Uma vitoriosa desde o ventre materno.

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