domingo, 15 de novembro de 2009

"O Rio conseguirá vencer o crime antes das olímpíadas?"


Essa pergunta feita pela revista Time está longe de ser respondida, mas a corrida contra o tempo para que a resposta seja sim já começou. Tratando-se de um evento de tamanhas proporções, a violência no Rio de Janeiro deixa de ser um problema nacional e atinge escala mundial. Se por um lado conquistou a "honra" de sediar os jogos vencendo de países do 1º mundo como Estados Unidos e Japão, por outro tomou para si a enorme responsabilidade de fazer da cidade um lugar mais seguro. Bandidos derrubando helicópteros policiais a cerca de 2 milhas do Maracanã é um exemplo de situação inaceitável e que não deve se repetir daqui a sete anos de jeito nenhum.
O governador Sérgio Cabral já sente o peso da responsabilidade e está tomando medidas para reverter esse quadro. No decorrer da história houveram várias tentativas de transformar o Rio. A primeira aconteceu por volta de 1808, quando Dom João e a corte portuguesa fugiram para lá. Morros foram literalmente arrancados do cenário,brejos soterrados, leis foram estabelecidas contra a "desordem" dos escravos e até janelas das casas tiveram que ser trocadas. Tudo para deixar a cidade com cara de capital européia. Mais tarde Rodrigues Alves cismou que os cortiços que ocupavam o centro do Rio de Janeiro deveriam ser demolidos pois enfeiavam o local. Seu objetivo era transformar o Rio em "cidade maravilhosa". De fato, o título pegou, mas as demolições de cortiços resultou nas favelas. E é justamente de lá que vem o maior problema que as autoridades estão tendo que enfrentar: o crime organizado.
Apesar de não dar pulinhos de alegria por causa das olimpíadas do Brasil (o texto anterior mostra porque) vejo o lado positivo disso. Finalmente o problema da violência está começando a ser tratada com a devida importância. Apenas espero que as autoridades não se esqueçam das duas questões mais importantes á respeito da violência e do tráfico de drogas:
  1. Não tem como acabar com a violência sem combater a injustiça social. Ela é a principal causa da própria violência. Se continuarem fazendo de conta que não enxergam isso, nada irá mudar.
  2. Quem financia o tráfico e, consequentemente a violência, é o próprio consumidor de drogas e estes são na sua maioria pessoas de classe média ou alta. Punir quem trafica mas "aliviar" para quem cheira ou fuma é uma enorme contradição.

6 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. O Brasil é mestre em empurrar as coisas com a barriga, fazendo com que a poeira seja jogada debaixo do tapete.
    É bem capaz de ter traficante e político tomando uma cervejinha no camarote assistindo as "olim + piadas" do Brasil. Mas vamos torcer que não né!

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  3. hummmmmmm, olha eles falam q rio é a mais bela cidade do brasil,mas como pode ser c eles estao mas preocupado em gasta milhões na copa em vez de em vesti este dinheiro na população pobre e carente das favelas ou de acaba com o crime tu vai ver oq vai acontece, eu acho uma porcaria isso mas fazer oq ne isso é o brasillllll

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  4. Ola Ellen, entrei aqui, meio que rapidamente, para retribuir a visita que vc nos fez lá no Gospel. Deixando, assim, um abraço, e prometo voltar com mais tempo.

    Gotei de seus posts e vou te indicar lá no meu blog- na parte de blogs amigos!

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  5. Ellen,
    O post está perfeito. Ninguém quer parar de cheirar... Huuummm... Mudança de comportamento, né?!
    beijos

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  6. Nem li tudo mas já sei do que se trata e acho que infelizmente até 2016 mudará pouquissíma coisa.

    beijão Lily..oops Ellen,rsrsrs

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