quinta-feira, 31 de março de 2011

Brasileiros comuns expressam admiração pelo ex-vice José Alencar

 fila planalto

Não foram apenas políticos e autoridades que compareceram nesta quarta-feira (30) ao velório do ex-vice-presidente José Alencar. Com a abertura da cerimônia ao público em geral, o povo também compareceu ao Palácio do Planalto para dar o último adeus ao ex-vice-presidente.

Matéria atualizada às 23h45

A presidente Dilma Roussef e o ex-presidente Lula chegaram à Base Aérea de Brasília após voo de quase nove horas diretamente de Lisboa (Portugal). Os dois chegaram de helicóptero ao Palácio do Planalto, depois de uma viagem a Portugal na qual Lula recebeu prêmio de doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra. Dilma também visitava o país. Ambos anteciparam o retorno por conta do velório.




Muito emocionado diante do caixão daquele que, mais do que seu vice, foi um grande amigo e aliado durante os últimos 8 anos, Lula chorou várias vezes, beijou a testa de Alencar e conversou bastante com Josué Gomes da Silva, filho que comanda o império têxtil deixado pelo ex-vice-presidente.

Também vestida de preto, Dilma prestou homenagens de forma menos emocional ao amigo e trocou apenas algumas palavras com a viúva, Mariza Gomes da Silva, a quem abraçou no fim da celebração. Fez o mesmo para a ex-primeira-dama, Marisa Letícia. Mais ouviu do que falou.

Brasileiros comuns celebram a história de vida de Alencar

Sentimentos de comoção, admiração e respeito pela trajetória pública de Alencar eram comuns também entre os milhares de brasileiros anônimos que foram ao Palácio do Planalto render as últimas homenagens ao ex-vice-presidente.

Neise Azevedo, de 78 anos, foi a primeira a chegar em frente ao Palácio do Planalto para enfrentar a fila e entrar no velório de Alencar. “José Alencar foi uma pessoa maravilhosa, honesto e digno. Um exemplo para o Brasil”, disse.

Para o estudante do ensino médio Genner Wygh, de 15 anos, o ex-vice-presidente foi responsável por mudanças na política brasileira. “A visão que ficou de José Alencar foi muito boa, nas vezes que ele estava ao lado do Lula, conseguiu mudar a sociedade brasileira.”

O aposentado João Lima Coimbra, de 68 anos, saiu de sua casa, a 30 quilômetros do Palácio do Planalto, para prestar a última homenagem a Alencar. “Para mim, o José Alencar foi um homem público, íntegro, trabalhador e deixou um exemplo de honra.”

A comerciante Maria de Lurdes Rosário, de 67 anos, disse ter saído de sua cidade natal – Urucuia, no interior de Minas Gerais – para homenagear o ex-presidente. “Moro em Minas Gerais, são quatro horas e meia de viagem. Vim a Brasília só para ver José Alencar. Ele nos deu um perfeito exemplo de vida”, disse.

O comerciário José Luís, de 32 anos, afirma que veio ao velório por considerar Alencar um “exemplo de pessoa, garra e determinação”. "Mesmo sabendo que a morte é uma coisa certa para todos, ele lutou com muita garra", disse.

José Luís confessa que nunca votou na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Alencar, mas que o governo dos dois o surpreendeu positivamente."Eu era oposição, mas passei a admirar muito os dois pelo governo deles. A economia melhorou, dando chance para os mais pobres. Eles olharam para o povo".
(...)
O aposentado Wilson Gonçalves, de 54 anos, foi de Taguatinga (DF) para a missa de Alencar. Para Gonçalves, o ex-vice foi um raro exemplo de político honesto. "É muito difícil um político honesto como ele. Esses [políticos] que existem atualmente deveriam se espelhar mais nele. A trajetória dele é muito bonita".

Gonçalves sofre de câncer na glândula tireoide, e conta que a postura de Alencar em sua luta contra a doença serviu para ele como uma forma de buscar coragem para enfrentar a situação de adversidade. "Alencar é uma inspiração".

A professora de geografia Kátia Garcia, de 45 anos, afirma que foi ao velório de Alencar por considerar que o ex-vice foi responsável por uma mudança do Brasil para melhor nos últimos anos. "Alencar foi muito importante para a história do Brasil. Ele ajudou a diminuir as distâncias entre os mais ricos e os mais pobres".

Como exemplo, a professora, moradora de Brasília, cita a melhora do Brasil no ranking de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Ela afirma que a inclusão dos mais pobres não foi obra exclusiva do ex-presidente Lula, pois ele e Alencar tinham uma parceria. "Foi uma parceria entre os dois. Se não houver sintonia não funciona".

Ela considera Alencar um caso raro de alguém que, apesar de fazer parte da “classe dominante”, se preocupou com os mais pobres. "A classe dominante está sempre por cima e o povão lá embaixo, mas ele sempre foi bem quisto tanto pela população excluída quanto pela população rica".
(...)
O professor da rede municipal do Rio Celso Ribeiro lembrou da permanente defesa de Alencar por juros mais baixos. “Além de ter sido estratégico para a eleição do presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] no primeiro mandato, todas as vezes que José Alencar falava à imprensa defendia a queda dos juros, mostrando-se a favor do consumidor mais pobre”, disse.
(...)
Esta é a segunda vez, em 50 anos, que o Palácio do Planalto foi aberto para velórios. A primeira e única ocasião que isso tinha acontecido foi durante o funeral do ex-presidente Tancredo Neves, em 1985. Desta vez, porém, a visitação do público permitiu um fato raro: que populares pudessem subir a rampa, fato permitido apenas aos presidentes da República e autoridades em visita oficial ao Brasil.

Alencar encarnou o "cidadão comum", diz analista

A professora e cientista política Lúcia Avelar integrou um grupo de estudos que ajuda a explicar esta admiração do povo por políticos como Lula e José Alencar. Segundo ela, José Alencar personalizou o “cidadão comum”.

“Para uma pessoa honrada como José Alencar é melhor a morte do que ser desonrado”, destacou a professora da UnB. Ela destacou que tal postura não se construiu “de uma hora para outra”, mas no decorrer de toda uma vida pessoal e profissional.

Ela também avaliou a importância de Alencar na manutenção da estabilidade política do país no momento mais grave dos oito anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que foi a crise de 2005 no episódio que a mídia batizou de "escândalo do mensalão".

Lúcia Avelar ressaltou que o então vice-presidente sempre foi um “admirador e companheiro fiel do presidente Lula”. Foi com essa convicção, acrescentou ela, que José Alencar “não se deixou cair no canto da sereia” de empresários e políticos que viam nele a oportunidade de assumir o poder “por se tratar de uma pessoa do setor empresarial e acharem que, com ele, seria diferente”.

Em entrevista à Agência Brasil, o governador de Sergipe, Marcelo Déda, fez a mesma avaliação daquele momento político vivido por Lula. Para ele, ao se manter fiel ao presidente, Alencar preservou o governo de maiores desgastes e, com Lula, foi o maior responsável pela retomada da normalidade política no país.

Alencar enfrentava câncer desde 1997

O empresário mineiro e ex-vice-presidente da República José Alencar morreu às 14h41 desta terça-feira, aos 79 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com nota oficial da instituição, Alencar morreu em decorrência de câncer e falência de múltiplos órgãos. Ele lutava contra a doença desde 1997. Ao todo, foi submetido a 17 cirurgias nos últimos 13 anos.
O ex-vice-presidente foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, com um quadro de suboclusão intestinal, em "condições críticas". Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal.

Alencar nasceu em 17 de outubro de 1931 em um povoado às margens de Muriaé, cidade de 100.063 mil habitantes no interior de Minas Gerais. Ele era casado com Mariza Campos Gomes da Silva, com quem teve três filhos.

Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou, em Montes Claros (MG), a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), hoje um dos maiores grupos industriais têxteis do país. Estabelecido no setor empresarial, candidatou-se para o governo de Minas em 1994 e, em 1998, conquistou uma vaga no Senado Federal por Minas Gerais. Elegeu-se vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, tendo sido reeleito junto com o petista em 2006.

Laços que ligaram Lula e Alencar foram muito além da política

Velório e cremação em MG

O corpo de Alencar será velado também com portões abertos ao público a partir das 9h de quinta-feira (31), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, ex-sede do governo de Minas Gerais. A previsão é que o velório se estenda até às 13h. Lula e Dilma estarão presentes à cerimônia.

A assessoria do ex-vice-presidente José Alencar confirmou que o corpo do político será cremado amanhã, às 14h, em Belo Horizonte

quarta-feira, 30 de março de 2011

Vitória da Autencidade Feminina

Todo mundo tem direito a alguma futilidade. Tem gente que gosta de futebol, eu confesso: gosto de Big Brother. Desde o primeiro. Algumas edições foram ridículas, como a do ano passado por exemplo, mas gosto de ver para observar o comportamento das pessoas. É interessantíssimo observar o outro. Mesmo sendo um programa sem muito conteúdo cultural, de passar na Globo que é super manipuladora... eu não resisto em dar um espiadinha rsrs...
O BBB 11 foi o melhor de todos! Ele conseguiu algo inovador: uma mulher bonita, autêntica, até meio safada, ganhar o programa. Maria terminou o que a Priscila do BBB 9 começou. E isso sem nenhuma pretensão. Ela só foi ela mesma, fez tudo que quis fazer, o que devia e o que não devia e conquistou as pessoas com seu jeito inocente. Inocente por não ter maldade no coração, não guardar raiva de ninguém. Acompanhei o programa e nunca vi ela falando mal dos outros (ah não ser algumas vezes do Mau Mau, com razão né, desabafando). Se eu tivesse lá, ia meter o pau! Rsrs... Nada pra fazer, crítica do jeito que sou, ia acabar saindo de lá com fama de fofoqueira rsrs...
Correndo atrás de Maurício, se arrastando por alguém que não tava nem aí pra ela, Maria mostrou a face da mulher que ninguém quer ser, todas nos envergonhamos, mas que todo mundo é, ja foi ou vai ser um dia. Ela disse: "Odeio passar vontade". Gente, eu sou assim também! Rsrs...
Maria não foi "boa moça", não foi santinha, beijou quem queria, se apaixounou, se entregou, se humilhou, se distraiu, se envolveu de novo. Ela foi HUMANA, foi MULHER e fez o que a maioria tem vontade de fazer mas não tem coragem. Só que pela primeira vez uma mulher que age assim não recebeu de volta o julgamento preconteituoso e machista da sociedade! Falar de BBB pode parecer fútil, mas na verdade não é tanto assim. A vitória de Maria representa uma vitória na quebra de tabus, de que mulher tem que ser santinha o tempo todo, não pode ter atitude. Temos que nos valorizar? É claro que sim, mas é a velha história: quem nunca errou que atire a primeira pedra... Maria saiu ilesa ao apedrejamento e de quebra, um milhão e meio mais rica! Sem falar do novo namorado fofo... Troco mais que bem dado no tonto do Mau Mau! LoL

segunda-feira, 7 de março de 2011

20 anos... (nostalgia de duas décadas)

Sei que para quem tem 30, 40 anos (ou mais) fazer 20 não é nada... "20 anos? É uma criança ainda!", diriam... Mas para quem tinha 19 até ontem (na verdade, até anteontem), 20 é muita coisa! É a primeira vez que se tem o dois na casa das dezenas, e daí em diante a tendência é só piorar! rsrs...
Dia desses estive lá no bloco U (Unileste), local onde estudei durante o ensino médio e fiz a "famosa" FG. Nossa, que momento nostálgico... Foi até estranho encontrar com o "Seu" Miguel e ele falar: "tá no 3º período de engenharia, né?"; "Não, no 5º."; "No 5º?!?!". E ele dizendo toda hora de como o tempo passa rápido. Passa mesmo, e como passa... Ainda mais para quem fica parado em um lugar onde a maioria das pessoas estão de passagem, em constante mudança. Ai... eu até evito ir nesse bloco porque são tantas lembranças... Como as vezes em que deitávamos na grama e ríamos das pessoas que passavam na rua. Bons tempos...
Mas tudo é fase. As vezes paro pra rever minhas antigas agendas... Dá saudade mas também muita vontade de rir por ver o quanto já fui besta... kkkk! A de 2007 então... Na mesma página em que registro o fim de um namoro já tem uma música inspirada no "novo amor" (Pensando em você). Só depois é que deixei espaço para as "músicas de fim de romance": O nosso amor a gente inventa e Codinome beija-flor. Em seguida as românticas tomam conta da agenda até que, exatamente uma semana depois, vem o fim, dessa vez bem mais trágico e melancólico com direito a Soneto da separação e tudo... rsrs
Já tive fase em que odiava meu pai. Odiava mesmo, se ele tivesse morrido naquela época eu nem teria ficado triste (ainda bem que não morreu).
Tive fase de ficar com meninos por dó... kkkkkkkkk! Bastava o cara ser feio, magrelo e dismilinguido, estar apaixonado por mim ou simplesmente ter coragem de pedir pra ficar comigo... Eu pensava: "o que que custa?". Fiquei com dois assim...
Fase em que decidi ser santa, pura... Não durou muito. Teve também a que eu decidi ser porra louca e ficar com qualquer um. No primeiro "qualquer um" percebi que aquilo não era pra mim...
Teve fase em que meu primeiro e último pensamento do dia era morrer. Até que percebi que a tristeza sempre havia feito parte da minha vida e que o jeito era aprender a conviver com ela. Hoje, por mais que ela repita: "sua vida não faz sentido" eu digo pra ela: "e daí? quem é que disse que tem que fazer?".
Ser feliz é uma arte, por isso mesmo não é constante. Ser triste é um luxo. Como todo luxo é supérfluo, desnecessário...
Hoje uma mulher de 20 anos. Nunca tive medo do escuro, faço da solidão uma companhia, das lágrimas inspiração, dos sorrisos fotografias, das vontades medos e dos medos esperança.
Não mudei quase nada. As fases é que passaram...


"São as águas de março fechando o verão e a promessa de vida pro meu coração"