segunda-feira, 31 de maio de 2010

Destruição do código florestal!!!


"  Hoje, para quem quiser se engajar, não é mais possível ser só ambientalista, ou só militante de causas sociais, políticas, culturais. É preciso se engajar em tudo, ser militante da civilização."
Marina Silva


Próxima terça-feira dia 1 de junho nossas florestas irão sofrer um ataque perigoso – deputados da “bancada ruralista” irão introduzir uma proposta para destruir o nosso Código Florestal, tentando reduzir dramaticamente as áreas protegidas, incentivando o desmatamento e crimes ambientais.

O que é mais revoltante, é que os responsáveis por revisar essa importante lei são justamente os ruralistas, representantes do grande agronegócio. É como deixar a raposa cuidando do galinheiro!

Há um verdadeiro risco da Câmara aprovar a proposta ruralista – mas existem também alguns deputados que defendem o Código e outros estão indecisos. Nos próximos dias, uma mobilização massiva contra tentativas de alterar o Código, pode ganhar o apoio dos indecisos. Vamos deixar claro para os nossos deputados que nós brasileiros estamos comprometidos com a proteção dos nossos recursos naturais – clique abaixo para assinar a petição em defesa do Código Florestal e depois encaminhe esta mensagem par os seus amigos:


Enquanto o mundo todo está discutindo como preservar nossas florestas para futuras gerações, um grupo de deputados está fazendo exatamente o contrário: estão tentando entregar as nossas florestas para os responsáveis pela devastação e desmatamento do Centro-Oeste e da Amazônia. As alterações servem apenas para os latifúndios se expandirem mais, se houvesse uma revisão no Código, deveria ser para fortalecer proteções ao meio ambiente e apoiar pequenos produtores, e não para enriquecer o agronegócio.

As propostas absurdas incluem:

* Reduzir a Reserva Legal na Amazônia de 80% para 50%
* Reduzir as Áreas de Preservação Permanente como margens de rios e lagoas, encostas e topos de morro:
* Anistia aos crimes ambientais, sem tornar o reflorestamento da área uma obrigação
* Transferir a legislação ambiental para o nível estatal, removendo o controle federal

Essa não é uma escolha entre ambientalismo e desenvolvimento, um estudo recente mostra que o Brasil ainda tem 100 milhões de hectares de terra disponíveis para a agricultura, sem ter que desmatar um único hectare da Amazônia.

A proteção das floretas e comunidades rurais depende do Código Florestal, assim como a prevenção das mudanças climáticas e a luta contra a desigualdade do campo. Assine a petição para salvar o Código Florestal e depois divulgue!


Juntos nós aprovamos a Ficha Limpa na Câmara e no Senado. Se agirmos juntos novamente pelas nossas florestas nós podemos fazer do Brasil um modelo internacional de desenvolvimento aliado à preservação.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Internacionalmente admirada (pena que nacionalmente, nem tanto)

Cada povo tem os governantes que merece... Enquanto Serra e Dilma lideram a corrida presidencial , bem atrás com sua humildade habitual, mas sempre com muita garra de lutar, vem Marina Silva. Vejam de quem estou falando:

Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima Nasceu em uma "colocação" (casas de seringueiros, geralmente construídas sobre palafitas) chamada Breu Velho, no seringal Bagaço (AC). Só foi alfabetizada aos 16 anos, quando foi morar em Rio Branco. 
Em 1981 entrou na Universidade Federal do Acre, onde formou-se em História. Na universidade, Marina acabou por ter contato com obras marxistas, o que a levou a entrar para o Partido Revolucionário Comunista (PRC), que se abrigava no Partido dos Trabalhadores. Foi professora na rede de ensino de segundo grau e engajou-se no movimento sindical. Foi companheira de luta de Chico Mendes e com ele fundou a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Acre em 1985, da qual foi vice-coordenadora até 1986. Nesse ano, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e candidatou-se a deputada federal, porém não foi eleita.
Em 1988, foi a vereadora mais votada do município de Rio Branco, conquistando a única vaga da esquerdacâmara municipal. Como vereadora, causou polêmica por combater os privilégios dos vereadores e devolver benefícios financeiros que os demais vereadores também recebiam. Com isso passou a ter muitos adversários políticos, mas a admiração popular também cresceu. 
Exerceu seu mandato de vereadora até 1990. Nesse ano candidatou-se a deputada estadual e obteve novamente a maior votação.
Em 1994 foi eleita senadora da República, pelo estado do Acre, com a maior votação, enfrentando uma tradição de vitória exclusiva de ex-governadores e grandes empresários do estado. Foi Secretária Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Partido dos Trabalhadores, de 1995 a 1997. Pode-se dizer que se tornou uma das principais vozes da Amazônia, tendo sido responsável por vários projetos, entre eles o de regulamentação do acesso aos recursos da biodiversidade.
Em 2003, com a eleição de Lula, foi nomeada ministra do Meio Ambiente. Desde então, enfrentou conflitos constantes com outros ministros do governo, quando os interesses econômicos se contrapunham aos objetivos de preservação ambiental. Marina afirmou que desde a reeleição do presidente Lula, no fim de 2006, alguns projetos importantes de sua gestão, como a criação de áreas protegidas na floresta amazônica, haviam sido praticamente paralisados. Durante o primeiro governo Lula (2003-2006), foram delimitados 24 milhões de hectares verdes , contra apenas 300 mil hectares em 2007.
Em dezembro de 2006, enfraquecida por uma disputa com a Casa Civil, que a acusava de atrasar licenças ambientais para a realização de obras de infra-estrutura, a ministra avisara que não estaria disposta a flexibilizar a gestão da pasta para permanecer no governo.
Ultimamente agravaram-se as divergências com a ministra Dilma Rousseff da Casa Civil pela demora da liberação das licenças ambientais pelo Ibama para as obras no rio Madeira, em Rondônia. Essa demora e o rigor na liberação das licenças foram considerados como um bloqueio ao crescimento econômico.
Marina Silva também denunciou pressões dos governadores de Mato Grosso, Blairo Maggi, e de Rondônia, Ivo Cassol, para rever as medidas de combate ao desmatamento na Amazônia.
Em 13 de maio de 2008, cinco dias após o lançamento do Plano Amazônia Sustentável (PAS), cuja administração foi atribuída a Roberto Mangabeira Unger, Marina Silva entregou sua carta de demissão ao Presidente da República, em razão da falta de sustentação à política ambiental, e voltou ao exercício do seu mandato no Senado.
Em 2007 um movimento apartidário de cidadãos, denominado "Movimento Marina Silva Presidente", iniciou a defesa pública de sua candidatura à presidência da República. A repercussão internacional deste movimento fez com que o PV Europeu pressionasse o PV do Brasil a convidá-la para afiliar-se em seus quadros. Assim, desde agosto de 2009, é cogitada a ser candidata à presidência da República pelo Partido Verde (PV).
No dia 19 de agosto de 2009, Marina Silva anunciou sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT). Marina disse que a decisão foi sofrida e a comparou com o fato de ter deixado a casa dos pais há 35 anos num seringal rumo a uma cidade grande. "Não se trata mais de fazer embate dentro de um partido em que eu estava há cerca de 30 anos, mas o embate em favor do desenvolvimento sustentável."

FATOS RELEVANTES

 
 
Participem do MOVIMENTO MARINA SILVA PRESIDENTE: 

Se envolva em um novo jeito de fazer política!
Seja + 1! Traga + 1!
www.movimentomarinasilva.org.br

 




quarta-feira, 26 de maio de 2010

Eleições 2010 (porque esse ano não é só ano de copa do mundo)


A escolha de um candidato deve ser feita de acordo com nossos princípios. É nisso que acredito. Não sou influenciada pelas pesquisas na hora de votar. Acredito que todos tem chance até o fim da eleição. Mesmo que meu candidato apresente uma chance pequena, serei coerente e não mudarei de lado. Se todos pensassem assim, poderíamos ter muitas surpresas. O problema é que a maioria das pessoas tem aquele pensamento de que votar em alguém que não está entre os dois mais fortes (de acordo com as pesquisas) é jogar o voto fora. Jogar o voto fora é votar em alguém que você não acredita! Deixar de votar em quem você acredita para votar no "menos pior" entre os mais cotados é ANULAR SUA DEMOCRACIA, seu poder de escolher. Eu sei que sozinha não elegerei ninguém mas a MINHA PARTE vou fazer.

Até o momento a minha intenção é de votar na Marina Silva (PV). Posso até mudar de idéia até lá, mas só se ela me decepcionar em alguma coisa, não pelo fato dela, teoricamente, "não ter chances" de ganhar. Dentre os três ela é a que me passa mais confiança. Mas é claro, nem tudo é perfeito. O fato dela ser evangélica já gera especulações que ela possa ir contra certos projetos de lei como a do desenvolvimento da célula artificia. Mas sinceramente, eu a considero uma mulher esclarecida e não uma "crente tapada". Tanto é que ela lutou ao lado do Chico Mendes defendendo a Amazônia e os direitos dos seringueiros. É uma pessoa preoculpada com o social e com a natureza. Até o momento, ela tem minha admiração e o meu voto.

Abaixo, uma entrevista dela retirada do site: http://br.msn.com/?ocid=hmlogout a uns dias atrás.

A senadora Marina Silva (AC), pré-candidata do PV à Presidência, disse hoje que a eleição polarizada entre os candidatos do PT e do PSDB corre o risco de não vingar. "O povo não vai comprar a tese do plebiscito. A sociedade resolveu se escalar para acabar com esse empate", afirmou ela em entrevista à Rádio CBN, ao comentar a pesquisa Datafolha publicada no domingo, na qual segue em terceiro lugar com 12% das intenções de voto.
A sondagem publicada no sábado aponta José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) empatados na liderança da corrida presidencial, com 37%. "Gostei do resultado porque estamos no começo, sem estrutura, em campanha há cinco meses. Os outros são candidatos desde pequeninos", brincou.
A senadora criticou as abordagens das campanhas petista e tucana e pediu um debate sério sobre o País. "O PSDB critica o PT por dividir o País entre ricos e pobres, entre Nordeste e Sul, e sempre que tem eleição vem o PT com a história que o PSDB vai entregar tudo, vai privatizar tudo. Termina a campanha e ninguém sabe com o que eles se comprometeram. Vamos debater o que interessa."
Contudo, Marina manteve a linha de não negar as conquistas passadas. "As pessoas só acham que tem diferença se fizermos um discurso desconstruindo tudo o que foi feito. Estou dizendo que é possível construir a partir das coisas boas que temos. Há contribuições importantes do sociólogo e do operário."
Histórico
Questionada a respeito de suas posições passadas, como seu voto contra a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Marina diz ter feito a autocrítica. "A realidade me mostrou que eu estava equivocada", e lembrou ter votado a favor da CPMF (Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira) no governo Fernando Henrique Cardoso, contrária à posição do PT, seu partido à época, por acreditar que o imposto ajudaria a resolver os problemas no setor de saúde.
Durante a entrevista, a senadora se posicionou contra o fim do fator previdenciário, mas a favor do reajuste de 7,71% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo. "É justo recuperar o poder aquisitivo dos aposentados. Eleva a maior déficit na previdência, mas o governo precisa fazer escolhas", disse.
Evangélica, Marina preferiu não dizer se é contra ou a favor do desenvolvimento da célula artificial, projeto que movimentou o noticiário sobre ciência na última semana. "Não podemos contrapor ciência e religião. Mas o que orienta a ciência é a ética", afirmou.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A pré-coleta

Nossa, finalmente consigui um pouquinho de tempo para voltar a escrever! Como disse em postagem anterior, estou trabalhando no Censo 2010, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Finalizamos, pelo menos aqui em Belo Oriente, a parte da Pré-coleta de dados. Isso implica dizer que já registramos todos os endereços e os passamos para a central do IBGE. É claro que temos outras coisinhas para fazer ainda até o início da coleta propriamente dita, mas a parte, digamos, mais "bruta" da pré, já fizemos! =)
Nossa, e como foi "bruta" a coisa, viu? Rsrs... Cada morro para subir (e consequentemente descer depois né), lugares não pavimentados, esgoto de casas caindo no meio da rua, lixo entulhado... Isso não foi na maioria dos lugares, na verdade, mas não dá pra dizer que não houve. O que mais me tocou foi quando passei num barraquinho feito de pedaços de madeira e outros restos e vieram umas quatro ou cinco crianças, além do pai delas. Perguntei à ele o número da casa (pois não tinha identificação) e ao me despedir as crianças me chamavam de tia. Rsrs... foi engraçado e triste ao mesmo tempo. Tive vontade de fazer alguma coisa por aquelas crianças tão doces de sorrisos fáceis, aparentemente tão carentes de tudo a ponto de fazerem laços de carinho em tão pouco tempo...
E os cachorros? Gente, passamos aperto demais com eles! A gente passava no meio da rua e não é que os danados saíam de dentro de casa para latir pra gente? Isso quando não ameaçavam avançar mesmo! Teve uns que até chegaram a correr atrás de nós! Kkkkk... Nem acredito que consegui sair ilesa sem nenhuma mordidinha... rsrs... Estou rindo (porque sou muito boba mesmo) mas é um problema sério! Além dos cachorros que moram na rua tem muitos donos qe deixam seus cães livres por aí, pegando e passando doença, mordendo os outros...
Mas tudo valeu a pena, e ainda está valendo. Agora, vou à pé pra qualquer lugar, tudo pra mim é pertinho. Rsrs... Mas falando sério agora, apesar dos pesares estou gostando muito dessa experiência. Sei que através do meu trabalho e dos meus colegas ACS's e ACM's (além dos recenseadores que logo estarão aí ralando também) o governo verá a realidade da qualidade de vida dos brasileiros e a partir daí, poderá tomar providências. Para quem não sabe, as verbas, políticas públicas, tudo leva em conta os resultados apresentados pelos censos. Daí a importância do nosso trabalho ser minuncioso!
Ai, depois escrevo mais.... 
(fotos de Pepétuo Socorro, distrito de Belo Oriente. Local onde moro e onde trabalhei durante a pré-coleta)

Vitória do Ficha Limpa!!!


A Câmara dos Deputados aprovou a Ficha Limpa! Esta é uma vitória incrível para nós e todos os brasileiros. Obrigado a todos que ajudaram a fazer este grande dia se materializar!

Quando a Ficha Limpa foi apresentada, muitos acreditavam que ela nunca iria passar. Até o presidente da Câmara, Michel Temer, disse diversas vezes que não acreditava que existia apoio político o suficiente para aprovar o projeto de lei.

No entanto, eles não esperavam a maior campanha online na história do Brasil. Com milhões de assinaturas, milhares de mensagens enviadas e de ligações feitas - nós tornamos o impossível possível, tomando controle de nossa democracia. Nós trouxemos de volta o poder político para as mãos da população.

E só estamos começando. Meio milhão de brasileiros estão recebendo este alerta. Juntos podemos nos tornar uma grande força para gerar mudanças políticas e sociais em nosso país e no mundo.

A Ficha Limpa ainda não é lei. Ela ainda precisa passar pelo senado e depois receber a sanção presidencial- talvez vamos precisar agir novamente nas próximas semanas, mantendo a pressão para garantir que a Ficha Limpa não seja enfraquecida ou mudada.

Mais de 550.000 pessoas se mobilizaram através da Avaaz. Nós nos tornamos a maior rede virtual de engajamento político na história do Brasil, e parte do maior movimento global online do mundo.

Nós vimos que trabalhando junto nosso poder é fenomenal - juntos nós podemos começar a construir o Brasil, e o mundo, com que sonhamos.

Grandes movimentos são construídos em momentos chave. A vitória da Ficha Limpa foi um momento especial onde começamos a mudar a situação da corrupção no nosso país, e acabamos gerando o maior movimento online da nossa história.

Aqui estamos – somos quase 600.000 brasileiros politicamente engajados recebendo esta mensagem. Dos milhares de emails escritos para a Avaaz na última semana, a mesma pergunta surgiu várias vezes: qual é o próximo passo?

Este é um movimento cidadão, portanto vamos decidir juntos. Clique abaixo e responda um questionário para sugerir idéias de como podemos mudar o Brasil e o mundo:
http://www.avaaz.org/questionario

A boa notícia é que não estamos sozinhos. A Avaaz é o maior movimento online *global* da história, com mais de 5 milhões de membros em todos os países do planeta. Nós operamos em 13 línguas e em apenas 3 anos, a Avaaz se tornou a rede mais poderosa de mobilização global por um mundo melhor, desde a África do Sul, até Singapura e Canadá.

O novo modelo da Avaaz de mobilização via Internet já gerou mudanças políticas significativas em vários países, trazendo uma nova voz global para negociações internacionais, em questões como mudanças climáticas, pobreza, desenvolvimento, conflitos e meio ambiente, assuntos que afetam a todos nós.

A nossa comunidade possibilita que um grande número de pessoas de todos os lugares, possa se engajar de uma forma fácil e poderosa com causas e decisões importantes. O que acontece quando você mistura uma poderosa sociedade civil brasileira com a ferramenta mais eficaz de mobilização online do mundo hoje? Mal podemos esperar para descobrir! Responda o questionário e decida:

http://www.avaaz.org/questionario